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segunda-feira, 21 de março de 2016

MAIS UM FRUTO: A PARCERIA COM A MARINHA NA BILLINGS


 Jefferson José da Conceição e Flávia Beltran

Gostaríamos de iniciar este artigo parabenizando a Marinha do Brasil, representada pelo Comandante do 8ª Distrito Naval, vice-almirante Glauco Castilho Dall’Antonia, e a Prefeitura de São Bernardo do Campo, representada pelo Prefeito Luiz Marinho, pela assinatura, no último dia 9 de março, de convenio entre a União e o Município, com vistas a gestão da fiscalização do tráfego de embarcações e de equipamentos náuticos na Represa Billings. O documento contou também com as assinaturas do Comandante da Capitania dos Portos de São Paulo, capitão de mar e guerra, Alberto José Pinheiro de Carvalho, e do Secretário Municipal de Segurança Urbana, Cicero Ribeiro Silva – a quem também queremos congratular por este tão importante momento.

Este convenio faz parte do conjunto de transformações que o Prefeito Luiz Marinho realizou ao longo dos últimos oito anos à frente da gestão municipal, que vão de obras de infraestrutura à organização dos espaços da cidade, passando pelo diálogo quanto aos usos e costumes da população na sua relação com o espaço público. É o caso da área da Billings e do Riacho Grande. As mudanças para melhor no local são visíveis a qualquer um que tenha visto o antes e o depois.

Nossa alegria também resulta do fato de que o convênio com a Marinha nos remete a três ações implementadas com sucesso pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SDET) de São Bernardo do Campo, quando esta era então comandada pelo coautor deste artigo (como Secretário Municipal da pasta entre janeiro de 2009 e julho de 2015). A saber:

1) a coordenação e execução do projeto de requalificação da Prainha;

2) a coordenação e execução do projeto de revitalização do Parque Estoril;

3) a própria articulação com a Marinha do Brasil para a realização do convenio de gestão do trafego de embarcações na Billings.

Neste terceiro projeto, a coautora deste artigo, como assessora da SDET e coordenadora técnica do APL de Defesa do Grande ABC (até julho de 2015), colaborou diretamente ao fazer parte da equipe que fez as articulações com a Marinha do Brasil. 

A revitalização da Prainha

Fruto da parceria entre a Prefeitura e o Ministério do Turismo, a obra de requalificação da Prainha do Riacho Grande previu investimentos da ordem de R$ 7,3 milhões. O projeto foi assinado em 14 de dezembro de 2009. Lembramos bem que, pouco antes, muitos moradores e visitantes do local duvidavam da sua realização. Em parte o ceticismo justificava-se porque desde 1970 a área não recebia investimentos e muitos projetos “no papel” já haviam passado por ali. No entanto, como em muitos outros casos na cidade, a Gestão do Prefeito conseguiu superar a descrença e entregou a obra em 22 de março de 2014.

O projeto de requalificação da Prainha foi coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo (os agradecimentos do coautor deste artigo à Soraia Dias, Ana Benevides, Wendell Lepore e Fernando Bonísio, entre outros, pelo empenho para tornar o projeto realidade), e contou com a ação de várias secretarias municipais: Orçamento e Planejamento Participativo; Planejamento Urbano; Obras; Segurança Pública; e Serviços Urbanos, entre outras. Importante também foi o envolvimento e participação da Subprefeitura do Riacho Grande.

Foram as seguintes as principais intervenções da obra: instalação de iluminação led; decks de contemplação; calçadão; rampa de acesso à orla; acessibilidade; nova praça; instalação de banheiros públicos e vestiários; playground; bancos e academia ao ar livre; novo viário.

Para tornar o espaço ainda mais bonito, foram plantadas espécies ornamentais e da Mata Atlântica Também foram instaladas redes de água e esgoto, e feita nova comunicação visual e pintura.

Dada a degradação da área e o enraizamento de usos e costumes inadequados, o projeto exigiu intensa capacidade de dialogar com moradores, comerciantes, ambulantes, frequentadores. O projeto também envolveu também difíceis negociações com a Emae, Cetesb, Sabesp, entre outros órgãos. Trata-se de APP (Área de Proteção permanente), às margens de uma represa.

Aos ambulantes, a Prefeitura criou as condições de legalização; forneceu cursos de higiene e manipulação de alimentos; viabilizou crédito por meio do Banco do Povo para a compra de quiosques novos.

O projeto de requalificação da Prainha concorreu a prêmio nacional do Sebrae para projetos especiais.

A revitalização do Parque Estoril

Quando a gestão do Prefeito Luiz Marinho teve início em 2009, o parque estava literalmente abandonado, do ponto de vista da gestão e de investimentos. Desde então, iniciou-se o projeto de revitalização, coordenado pela SDET entre 2009 e 2014.

Entre 2009 e 2014, a estratégia consistiu em realizar a parceria com o Ministério do Turismo e com o setor privado (neste caso, por meio de editais de permissão de uso com contrapartidas para o Parque). Como consequência, o Parque ganhou: novo teleférico (o antigo que estava lá não funcionava há 15 anos e estava totalmente comprometido em sua estrutura); circuito de arvorismo e tirolesa; academia de ginástica ao ar livre; brinquedos infláveis; operação do trenzinho; aluguel de caiaques e canoas; organização do estacionamento; obras de arte; nova sonorização; regularização dos pedalinhos.

Importante também foi o novo regulamento do parque, estimulando as boas práticas e inibindo comportamentos inadequados como o uso de som excessivamente alto e a utilização de churrasqueiras em qualquer lugar do parque, inclusive na beira da represa.

Em termos de obras de infraestrutura, além do teleférico, destaque para a obra do esgotamento sanitário do parque; requalificação da praça de entrada e da sede administrativa; reforma de sanitários e vestiários; pintura; melhorias e reformas do zoológico; início da obra do novo restaurante, dos seis novos pontos de comércio e dos vestiários, entre outros.

Cabe dizer que as obras somente foram possíveis porque iniciamos um diálogo com os antigos permissionários. Assim, pudemos derrubar os 20 barracos que havia no meio do parque ocupado por pontos de comércio irregulares. Foram retirados 250 caminhões de entulho do parque. Imediatamente iniciou-se a regularização dos comerciantes, cuja licitação já está concluída.

Em novembro de 2013, o Parque foi transformado, por meio de decreto municipal, em Parque Natural (unidade de conservação). A partir de 2014, a gestão do espaço passou a ser feita pela Secretaria de Gestão Ambiental.

O Convênio com a Marinha

Vejamos agora o conteúdo do convênio assinado no último dia 9 de março.

Pelo convênio, que tem validade por dois anos, haverá uma somatória de esforços da Prefeitura e da Marinha do Brasil para a fixação de diretrizes da cooperação técnica, visando promover o adequado ordenamento do uso do solo na Prainha e no Parque Estoril, bem como a fiscalização do tráfego de embarcações que ponham em risco a integridade física dos cidadãos.

A intenção da Marinha e da Prefeitura é reduzir a zero a ocorrência de acidentes envolvendo banhistas e embarcações e/ou equipamentos náuticos na Prainha e Parque Estoril.

Para alcançar este objetivo, o convenio prevê ações que promovam a conscientização: “dos praticantes de esporte e/ou recreio náuticos, quanto à necessidade de habilitação dos condutores, do uso do material de salvatagem, e dos riscos em geral de navegação próximo a praia; dos banhistas, quanto aos riscos da prática de atividades fora dos locais que lhes são restritos; e instrução aos frequentadores da orla quanto às Leis, Planos e às Normas que regulam a navegação o uso e a ocupação dos espaços públicos ou não, contíguos às áreas da Prainha do Riacho Grande e Parque Estoril, no Município de São Bernardo do Campo; a adequação da legislação municipal que ordene o uso e a ocupação na porção correspondente a orla das praias do Município de São Bernardo do Campo; a delimitação das áreas restritas aos banhistas e ao uso de equipamentos náuticos, de lazer ou não, nas áreas da Prainha do Riacho Grande e Parque Estoril, no Município de São Bernardo do Campo; o apoio técnico no estabelecimento de sinalização náutica e, na porção terrestre da Prainha do Riacho Grande e Parque Estoril, das necessárias placas informativas; opoio técnico na formação de pessoal para fiscalização seja ela desenvolvida no âmbito de ações conjuntas ou não; o incremento da fiscalização; a prevenção de acidentes”.

Breve histórico do convênio

Em uma breve retrospectiva, não estaríamos errados em afirmar que o referido convênio de fiscalização de embarcações é também resultado do esforço de aproximação com as forças armadas que pusemos em curso entre 2009 e meados de 2015.

Neste sentido, cabe destacar o encontro que realizamos com a Marinha do Brasil, em 6 de dezembro de 2012, em São Bernardo do Campo, com autoridades do alto comando daquela força. Referimo-nos à Conferencia “Marinha do Brasil apresenta suas demandas de produtos e serviços aos empresários do Grande ABC”, que teve a presença de vários almirantes e de oficiais da força naval.

Além das palestras realizadas sobre os projetos estruturantes da Marinha, houve também rodadas de relacionamento entre militares e empresários. Compareceram à conferência cerca de 450 empresários da região.

Vale notar ainda que o formato desta conferencia serviu de modelo à realização das outras duas forças (Exército e Aeronáutica), que realizamos agora sob os auspícios do Arranjo Produtivo Local (APL) de Defesa, por nós constituído em 2013.

Registre-se que, logo na sequencia deste encontro, e como consequência desta aproximação com a Marinha, fortalecida pela Conferencia, a Prefeitura foi procurada, no início de 2013, pelo Capitão de Mar e Guerra Marcelo Ribeiro de Souza, que manifestou o interesse em agendar reunião para tratar possível convenio com o Município, visando a fiscalização conjunta de trafego e permanência de embarcações na Represa Billings.

Posteriormente, a Capitania dos Portos de São Paulo nos encaminhou documentos que serviriam de modelo para as tratativas. Um deles foi o convênio para a gestão da Represa de Guarapiranga.

Ainda no primeiro semestre de 2013, a SDET organizou reunião na sede da EMAE para apresentar o tema. Além de membros da SDET e da EMAE, participaram da reunião representantes da Marinha do Brasil e da Secretaria de Gestão Ambiental. Nesta reunião, obtivemos da EMAE o “nada a opor” à evolução do projeto.

Ato continuo, e já com o apoio da Secretaria de Assuntos Jurídicos, passamos a elaborar um Plano de Trabalho, que é uma das exigências da Marinha para a realização de convenio desta natureza. Esta minuta de Plano de Trabalho elaborado pela SDET, com o apoio da Secretaria de Obras, orientou o decreto assinado pelo Prefeito, que dispõe sobre a delimitação das áreas para ação de fiscalização do Município. O decreto foi publicado em 18/3/2014.

A partir daí uma série de tratativas se aceleraram até que se pudesse chegar à assinatura do último dia 9 de março deste ano.

Neste sentido, é importante registrar o papel de pessoas como a Tenente Cassia Medeiros de Oliveira Peres, pelo 8º Distrito Naval; a chefe de Gabinete do Prefeito, Teresa Santos; os assessores da SDET, Fernando Bonísio e Monique Freschet (respectivamente, Chefe da Divisão de Turismo e Assessora Jurídica).

De modo mais geral, este convenio deve ser visto como mais um bom fruto da estratégia comandada pelo Prefeito Luiz Marinho, e que esteve sob nossos cuidados entre 2009 e meados de 2015.

Esta estratégia considerou a área da Defesa como um dos eixos estratégicos do desenvolvimento econômico de São Bernardo do Campo e Região. Foram vários os frutos desta estratégia que visa o adensamento da Região na base industrial de defesa do Brasil: o anúncio de São Bernardo do Campo como local de uma unidade de produção vinculada ao projeto Gripen; o Centro de Excelência em Sonares da Omnisys; a cidade como sede do Centro de Inovação Sueco Brasileiro (CISB); os convênios e termos de parcerias entre Universidades do ABC e universidades  suecas; a exposição da experiência do APL de Defesa do Grande ABC em cursos da Escola Superior de Guerra, entre outros resultados.

Por fim, estamos convictos de que novos frutos continuarão sendo colhidos desta correta estratégia executada ao longo dos oito anos de Gestão do Prefeito Luiz Marinho. Mais: o compromisso de que o projeto terá continuidade nos próximos anos, dada a sua profundidade e riqueza de resultados.

Jefferson José da Conceição é Prof. Dr. da USCS e Atual Diretor da Adesampa. Foi Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo entre janeiro de 2009 e julho de 2015. Criou e dirigiu o APL de Defesa do Grande ABC no período.jefersondac@ig.com.br

 

Flávia Beltran é funcionária da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Foi Coordenadora Técnica do APL de Defesa do Grande ABC até julho de 2015.flaviabeltran@hotmail.com

 Artigo publicado em 21/3/2016 na coluna Blogs do site do ABCDMaior (www.abcdmaior.com.br)

 

 
 

 

 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

ELÓI, UM EMPRESÁRIO INOVADOR

Jefferson José da Conceição

O famoso economista austríaco Joseph Alois Schumpeter mostrou a importancia,  para o sistema econômico, do empresário inovador, aquele que, na perspectiva de aumentar seus lucros, destrói paradigmas e inova em produtos e processos de produção. Toda a sociedade sai ganhando com este espírito empreendedor “animalesco” que gera a “destruição criadora”. É isto que acontece sempre que um empresário tem uma “ideia” e a transforma com sucesso em novos mercados e negócios.

Entretanto, nem todo empresário é inovador. Isto é bem evidenciado no Brasil. O modo pelo qual o país se desenvolveu - desde os primórdios de sua formação no século XVI, passando pelos tempos da economia primário-exportadora, até as fases da industrialização e da predominância dos serviços - não propiciou uma cultura de busca do lucro por meio da inovação e quebra de paradigmas. O lucro fácil, elevado e rápido verifica-se aqui e acolá no modo de operação capitalista no Brasil.  Um número expressivo vive apenas do “comprar barato e vender caro” e da obtenção de lucros exorbitantes.

Há ainda aqueles empresários que valorizam seu capital por via tão-somente do rentismo, dos lucros provenientes das aplicações financeiras. Estes empresários da financeirização não costumam apostar no crescimento da riqueza pelo trabalho, parcimonia e inovação produtiva. Eles não querem ter o trabalho de sujar o paletó com graxa, estruturar linhas de produção, organizar equipes grandes de colaboradores, trabalhadores, fornecedores, clientes etc.

Existem também empresários que buscam aumentar seu patrimonio, não por meio de inovações criativas que ajudam a melhorar a vida cotidiana das pessoas,  mas sim valendo-se de suas relações com o Estado, o ente público. Paradoxalmente,  muitos deles vociferam palavras de ordem contra a alta carga tributária e o excesso de intervenção estatal. Mas, em realidade, não querem deixar de “mamar nas tetas” do aparelho estatal. Deles, não se sabe de qualquer inovação.

Mas o Brasil, felizmente, tem sua gama de empresários inovadores conforme descrito por Schumpeter. A Região do ABC, por exemplo, conheceu, na área industrial, alguns ilustres empresários deste tipo. Apenas para citar alguns: Ciccillo Matarazzo, Luiz Villares, Salvador Arena, Abraham Kasinsky, José Mindlin, entre tantos outros. Pouco a pouco, a história destes empresários vai sendo resgatada e contada conforme merecem. Livros, teses, artigos e filmes têm buscado recuperar o papel destes indivíduos e empresas na história da inovação no Brasil.

Menos conhecidos são os empresários inovadores de outros segmentos, como o dos serviços, especialmente em áreas que só recentemente o Brasil passou a valorizar, como o turismo.

Este, pois, é, a meu ver, o contexto em que se insere a perda que tivemos, nesta semana, do empresário Elói Carlone, que, agora, senta-se ao lado daqueles grandes empresários visionários da Região do ABC e do Brasil e de quem tanto sentimos falta, em tempos de falta de criatividade e de arrojo para enfrentar os desafios e superarmos as crises e atingirmos o desenvolvimento.

No caso de Elói Carlone, pude eu mesmo, na condição de então Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo (de 2009 a julho 2015), testemunhar o otimismo desbravador e a insastifação constante do empreendedor que queria quebrar paradigmas com projetos ousados de transformações. Assim era Elói Carlone.

O Estancia Alto da Serra - uma das mais bem sucedidas casas de eventos do Brasil, palco de apresentação de inúmeros artistas novos e consagrados, de todos os gêneros musicais - é apenas a obra mais conhecida deste empresário inovador. Mesmo sabendo ser a casa de shows um caso de sucesso, Elói não parava de nela inovar e projetar mudanças. Nos últimos anos, realizava, na mesma área, projeto de educação e turismo ambiental. Queria mostrar a importância da sustentabilidade ambiental para as crianças, jovens e famílias. Estava conectado com o seu tempo.

Também tentava viabilizar em área contígua ao Estância um Museu do Automóvel no local. Com esperança, abria sobre a mesa o desenho do projeto. Não duvido que ele conseguisse transforma-lo em realidade daqui a alguns anos.

Nos vários encontros e reuniões que tivemos, ficou clara a sua contribuição vital para o avanço e realização de vários projetos regionais no campo do turismo, em especial na cidade de São Bernardo do Campo. Conversamos sobre diversas iniciativas que a Gestão do Prefeito Luiz Marinho almejava implementar a partir de sua posse em 2009. Em todos os projetos, Carlone queria agregar ideias novas e explorar oportunidades que seus olhos empreendedores viam.

Foi assim nas obras públicas de requalificação dos equipamentos turísticos de São Bernardo, como a Cidade da Criança, o Parque Estoril e a Prainha do Riacho Grande.

Na gestão anterior a do Prefeito Luiz Marinho, a Cidade da Criança ficou fechada durante quatro anos. Após investimentos que realizamos em 2009, ela voltou a funcionar e a contar, gradativamente, com várias atrações e equipamentos. Hoje são dezenas. Mas no momento da reabertura que fizemos, em 2010, havia ainda poucos brinquedos em funcionamento e na prática eram possíveis apenas os circuitos de caminhadas. Neste instante, o empreendedor Elói Carlone estava lá nos ajudando a encontrar soluções e alegrar a molecada, com seus touros mecânicos, bois amestrados e cowboys ao estilo americano. Ainda sob a nossa gestão, pude ver, anos depois, o empresário sonhar em abrir - e executar de fato! - na mesma Cidade da Criança, uma cidade em miniatura, construída no centro da histórica Vila Redenção, local da filmagem da primeira novela realizada no Brasil.

O novo teleférico foi uma das mais simbólicas obras de requalificação do Parque Estoril. O teleférico foi reconstruido e reativado em abril de 2012, após estar parado por mais de 15 anos. A obra de construção do novo teleférico foi da Prefeitura, mas o tino comercial da operação do equipamento, porém,  ficou com Elói Carlone e sua equipe do Estancia Alto da Serra. Foi assim também no circuito de arvorismo e tirolesa, trenzinho e outros equipamentos.

Pude perceber sua alegria com a revitalização da Prainha do Riacho Grande,  uma das mais estruturantes obras determinadas pelo Prefeito, coordenada por nossa Secretaria, na área do turismo, e entregue em março de 2014. Trata-se de um belo espaço turístico da cidade, mas que não recebia investimentos desde 1970 e que sofria clara degradação nas últimas décadas. Elói buscou articular os empresários locais para pensar e implementar empreendimentos qualificados para o local.

A mesma energia do líder empresarial que queria um segmento mais unido e atuante, inserido em planos de expansão contínua, fez com que ele, e mais um grupo de empresários, criasse a ASSORTH, Associação de Hotéis, Restaurantes, Bares, Turismo e Similares de São Bernardo do Campo. Com o apoio da ASSORTH e do SEHAL, estruturamos o Festival Rotas dos Sabores, hoje já na sua quinta edição.

O empresário ajudou-nos também a estruturar o Grupo de Trabalho de Turismo (Getur) de São Bernardo do Campo. Era um dos seus membros mais ativos. O Getur, constituído a partir de março de 2011, foi posteriormente transformado em Arranjo Produtivo Local (APL) de Turismo de São Bernardo do Campo. Elói compartilhava de nossa convicção de que o APL contribuía para o diálogo no âmbito da cadeia produtiva do turismo, inserindo os participantes nas discussões e estratégias para implantação das políticas públicas e privadas voltadas ao fomento do turismo da cidade. Em várias feiras e eventos com os quais participamos, por meio do APL de Turismo, com stands representando  o turismo da Cidade de São Bernardo do Campo, eram seus os atrativos mais procurados e que formavam maiores filas.

No caso do Programa de Turismo Industrial, que lançamos em 2013, Elói logo conectou o Estancia como um dos equipamentos da rota de visitação. Sua ideia era estimular com descontos os turistas que quisessem visitar o Estancia tão logo tivessem conhecido o interior das fábricas.

Na visão do empresário, assim como na nossa, o APL de Turismo era o embrião para o surgimento efetivo do Conselho Municipal de Turismo de São Bernardo do Campo, uma das condições essenciais para que o Município pudesse reivindicar o título de Município de Interesse Turístico e, posteriormente, o de Estância Turística do Estado de São Paulo.

Vitalidade, energia e criatividade resumiriam o que foi o empreendedorismo de Elói Carlone, um verdadeiro empresário inovador. Para nosso orgulho, Elói teve sua história entrelaçada com a da Região do ABC.


Jefferson José da Conceição é Prof. Dr. na USCS.  É Diretor Técnico da Agência São Paulo de Desenvolvimento, ADE SAMPA.
 
artigo publicado, em 27/2/2016, no blog do Jeff. Acesso: http://blogdojeff.blogspot.com.br

 


 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

MUNICÍPIO TURÍSTICO E AMPLIAÇÃO DA REDE HOTELEIRA


No período de 2009 a 2015, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo buscou intensificar suas ações para que, formalmente, o município venha a ser reconhecido, em uma primeira fase, como “Município de Interesse Turístico”, e, num segundo momento, como “Estância Turística”. Estes títulos são concedidos pelo governo do estado. O governo federal já reconheceu o município como um dos “destinos turísticos do Brasil”. Falta agora o estado também valorizar a dimensão turística de nossa cidade.

Destaque-se o entrelaçamento de São Bernardo com a história colonial, a imigração estrangeira no final do século 19 para o trabalho nas lavouras de café, o processo de industrialização no século 20, as lutas democráticas do final da década de 1970 e o município como berço do novo sindicalismo. Combinado com os atrativos da Serra do mar e da represa Billings, a rota Gastronômica, a Cidade da Criança e a atual construção do museu do Trabalho e do Trabalhador, este rico conjunto de motivos permite todas as condições para que a cidade almeje os títulos. Mais: na atual gestão municipal, a prefeitura, em parceria com o Ministério do Turismo, revitalizou o Parque Estoril e a Prainha do Riacho Grande (que não recebia investimentos desde a década de 1970). a parceria também viabilizou a instalação de 452 novas placas de sinalização turística.

Nossa administração tem buscado liderar o trade turístico do município para que cumpra todos os requisitos exigidos pelo estado. Esta articulação do setor do turismo acontece por meio do APL (arranjo produtivo) do Turismo de São Bernardo, que funciona como Conselho Municipal de Turismo. A prefeitura atualizou também o inventário de oferta Turística e constituiu dois Centros de informações Turísticas (na Cidade da Criança e na rodoviária). A versão preliminar do Plano Diretor de Turismo já está pronta.

Outro requisito exigido é a existência de uma boa rede hoteleira. Aqui também tem sido importante o empenho da prefeitura em buscar atrair novos hotéis, bem como ampliar os já existentes. São Bernardo conta em 2015 com oito hotéis turísticos: Palmleaf Grand Premium, Palmleaf Residence, Pampas, Twin Towers Flat, Astron Saint Moritz, Hetrópolis e Smart inn, com 635 quartos. Com a política de atração e modernização, Já em 2016 este total de quartos mais do que dobrará, passando para 1.311. Isto porque a cidade ganhará novos empreendimentos hoteleiros: Adagio City Aparthotel (112 quartos), Hotel IBIS (200), Hotel IBIS Budget (160) e Comfort Hotel (204).

Além de apresentar a cidade aos empreendedores e avaliar com celeridade todos os projetos apresentados, a prefeitura teve papel de destaque, por exemplo, na apresentação ao APL de Turismo (composto também pelos hotéis) a respeito das linhas de financiamento específicas para a modernização da infraestrutura hoteleira.

Um balanço completo das ações da prefeitura na área do turismo entre 2009 e 2015 em http://www.turismosaobernardo.com.br.


Jefferson Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo.

#turismosãobernardodocampo#turismo

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A requalificação da prainha de São Bernardo


20/02/2014 - ARTIGO
 
Por: Jefferson Conceição*

 

Obra é de alto valor para a estima de São Bernardo.
São Bernardo vive ótimo momento. São diversas as obras públicas já executadas ou em processo de execução, lideradas pelo prefeito Luiz Marinho. Destaque para o Hospital de Clínicas Municipal, inaugurado pela presidente Dilma e pelo prefeito; as obras do “Drenar” (R$ 600 milhões; maior contrato entre a União e um município), que visam eliminar as enchentes; as obras de mobilidade, em especial as 13 linhas com 71 km de corredores de ônibus; a entrega de mais de 3.500 unidades habitacionais desde 2009, e outras 1.950 em construção; os CEUs (Centros Educacionais Unificados) já entregues ou em construção; o Museu do Trabalho e do Trabalhador. Registre-se também o lançamento, pelo governo do Estado, do edital da linha 18 bronze do metrô. Investimentos privados também são expressivos. A recente decisão do Brasil pela compra do caça Gripen beneficiou a cidade, com a instalação de parte da produção aqui. Tanto em relação à conquista do metrô quanto à produção de estruturas do Gripen, o prefeito teve papel importante.
A requalificação da Prainha do Riacho Grande é uma das muitas obras. Os investimentos são menores, mas a obra é de alto valor para a estima de São Bernardo. Trata-se de área de potencial turístico, mas, infelizmente, estava bastante degradada. O lugar não recebia investimentos desde 1970! Suas marcas eram a falta de saneamento básico; baixo policiamento; ocupação irregular da orla por automóveis; cultura da informalidade de comerciantes, ambulantes e usuários; trailers e equipamentos degradados; manipulação inadequada de alimentos; descarte irregular de resíduos; ausência de sinalização turística e de iluminação; presença de usuários de droga; acidentes com embarcações. Tudo isto levou a um afastamento dos turistas e das famílias.
O projeto de requalificação, assinado em 2010 pela Prefeitura em parceria com o Ministério do Turismo, previu investimentos de R$ 7,3 milhões. O projeto foi coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo e contou com a ação de diversas secretarias. Está prestes a ser entregue. Consiste da instalação de iluminação led; decks de contemplação; calçadão; rampa de acesso à orla; acessibilidade; nova praça; instalação de banheiros públicos e vestiários; playground; bancos e academia ao ar livre; novo viário.
Foi amplo o diálogo da Prefeitura com moradores, comerciantes, ambulantes, frequentadores. Havia no início total descrédito da população. O projeto envolveu também difíceis negociações com a Emae, Cetesb, Sabesp, entre outros órgãos. Trata-se de APP (Área de Proteção permanente), às margens de uma represa.
Aos ambulantes, a Prefeitura criou as condições de legalização; forneceu cursos de higiene e manipulação de alimentos; viabilizou crédito por meio do Banco do Povo para a compra de quiosques novos. A Prefeitura também está prestes a assinar convênio com a Marinha do Brasil, com vistas a estabelecer e executar Plano de Gestão Costeira do uso de embarcações.
*Jefferson Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Turismo industrial no ABCD


16 e 17 de dezembro de 2014

 

opinião


Em 25 de novembro ocorreu o “1º Workshop sobre Turismo Industrial do ABCD”, organizado pelo Consórcio Intermunicipal em conjunto com a Agência de Desenvolvimento Econômico. Foi

o primeiro passo para estender regionalmente o projeto lançado, com sucesso, em 2013, pela Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. O turismo industrial “abre as portas” das empresas para visitas monitoradas às suas

formas de produção e tecnologias. A intenção agora é ampliar o número de empresas e segmentos visitados, abrangendo também as dos seis outros municípios.

 

São Bernardo já conta com cinco indústrias parceiras nesta modalidade de turismo: Wheaton (Vidros), Zurich (termoplásticos), Formag’s (gráfica), Mercedes--Benz e Scania. Estão também adiantadas as negociações com Volkswagen, Basf (Tintas Suvinil) e Termomecânica. A proposta apresentada pela Prefeitura para participação das empresas é muito flexível e respeita todos os processos de confidencialidade e de interesse das empresas: perfil dos visitantes; dias e horários de visitação; registro ou não de imagens; áreas passíveis de visitação, entre outros.

 

No Brasil e no mundo, o ABCD é sinônimo de indústria, trabalho e sindicalismo. Esta identidade originou-se, no início do século 20, com as fábricas têxteis, de móveis e de porcelanas; aprofundou-se, ainda em meados do século passado, com a presença das grandes fábricas montadoras de veículos, autopeças, máquinas,  eletroeletrônicas, químicas,de cosméticos e alimentação; e, neste século 21, estará associada também com a alta tecnologia

resultante da instalação de uma fábrica de partes da aeronave supersônica Gripen. Industriais como Ciccillo Matarazzo, Luiz  Villares, Salvador Arena, José Mindlin e Abraham Kasinski, bem

como sindicalistas como Luiz Inácio Lula da Silva, são alguns dos nomes que fazem parte desta rica história. O prefeito Luiz Marinho transforma em realidade  um antigo sonho da Região: está em andamento, neste momento, em São Bernardo, a obra do Museu do Trabalho e do Trabalhador, que será importante âncora do turismo regional.

 

A marca industrial não pode ser desperdiçada pela cadeia do turismo, pelos municípios e governo do Estado, e nem pelas próprias indústrias. Há muito interesse em se conhecer uma linha de montagem industrial. Sob o ponto de vista da empresa, participar do turismo industrial

pode ser bem proveitoso, pois se trata de ação de fortalecimento e divulgação de sua marca,

bem como de diálogo dinâmico com estudantes, pesquisadores, consumidores e outros empresários. Para turistas e visitantes, é oportunidade ímpar de conhecer processos de produção.

 

Jefferson Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo (SDET). Fernando Bonisio  é Chefe da Divisão de Turismo da SDET e Coordenador Adjunto do GT Turismo do Consórcio Intermunicipal.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Empresários, participem do “turismo industrial”!


 Jefferson José da Conceição 

Este artigo é um convite para que as empresas industriais participem do programa de  turismo Industrial. Organizado pela Prefeitura de São Bernardo. O programa deu seu primeiro passo no dia 26, com a visita de um grupo de convidados à Wheaton, que produz embalagens de vidro. Estão programadas visitações à Karman-Guia e Rolls Royce. Estamos em diálogo também com outras empresas, entre elas uma montadora de veículos.

O ABCD é identificado, no Brasil, como a região da indústria, do trabalho e do sindicalismo. Somos o maior parque industrial da América Latina. São Bernardo, coração deste parque, abrange hoje 1600 estabelecimentos industriais e mais de 100 mil empregos industriais. Esta identidade começou com as fábricas têxteis, de móveis  e de porcelanas do início do século 20. Passou também pelos investimentos nas montadoras de veículos, autopeças, máquinas, eletroeletrônicas, químicas, cosméticos e alimentação.

Esta marca não pode ser desperdiçada pela cadeia do turismo e nem pelas indústrias. Há muito interesse das pessoas em conhecer uma linha de montagem e a história dos

empreendedores e dos sindicatos. Temos sítios históricos, monumentos, gastronomia e hábitos ligados à industrialização. Além de visitar uma fábrica, o turista terá interesse em conhecer as sedes dos nossos principais sindicatos, o estádio 1º de Maio, a Igreja Matriz. E, daqui a pouco, buscará também visitar o Museu do Trabalho e do Trabalhador, cujas obras estão em andamento – uma firme determinação do prefeito Luiz Marinho.

O turista, atraído pelo turismo industrial, será convidado também a conhecer a relação de nossa região com o Brasil-Colonial e com a imigração de estrangeiros para o trabalho nas lavouras de café. Poderemos organizar visitas ao Pavilhão Vera Cruz (relacionado com a história do cinema e de industriais como Ciccilo Matarazzo), bem como a outras atrações como a Cidade da Criança; o Parque da Juventude; a Chácara Silvestre; a Rota  do Frango com Polenta; a Rua Jurubatuba (Rua dos Móveis). Isto, sem deixar de olhar para a Mata Atlântica e a represa Billings, com seus atrativos como Parque Estoril e a Prainha, em processo de obras para a sua revitalização.

Sob o ponto de vista da empresa, participar do turismo industrial pode ser bem interessante, pois isto ajudará a divulgar sua marca, intensificar seu diálogo com a comunidade e promover a responsabilidade social.

Para a formatação do Turismo industrial, todas as diretrizes da visitação serão prerrogativas da empresa, considerando nossa preocupação com a confidencialidade e a concorrência. Por isto, a empresa interessada  estruturará com nossa Secretaria as regras de sua participação. Se você, empresário, tiver interesse em fazer com que a sua indústria participe do Programa de Turismo industrial, procure-nos. Fale com Fernando, pelo fone 4348-1000, r.2222, ou pelo email turismo.sdet@saobernardo.sp.gov.br

 

*Jefferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo; Fernando Bonísio é coordenador do APL de Turismo de São Bernardo.
 
#turismoindustrial#turismodefabrica

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Turismo na região industrial


 
Jefferson José da Conceição

 
Com a industrialização, o ABC passou a ser identificado, no Brasil e no mundo, como a região da indústria, do trabalho e do sindicalismo. Esta identidade foi e é positiva para nossas cidades, e pode apontar caminhos para o turismo. Diferente do que pensam alguns, não há um antagonismo radical entre o fato de sermos uma região industrial e querermos promover o turismo. Por si, já seria muito interessante mostrar fábricas, chaminés e sindicatos (turismo industrial), mas podemos ir além. A densa trajetória industrial também nos proporcionou um rico legado em equipamentos públicos e privados, pontos históricos, gastronomia, festas, hábitos e costumes.

 

Se fizéssemos pesquisa em várias partes do país e perguntássemos que motivos levariam as pessoas a programar uma viagem para a região do ABC, é provável que muitas delas indicassem a necessidade da realização de negócios na região. Aqui está o maior parque industrial da América Latina. Mas elas também diriam que seria legal conhecer “in loco” as atrações de uma cidade industrial: ver em funcionamento uma fábrica; passear pela história do movimento sindical - e que passa, por exemplo, pelo Estádio 1º de Maio, pela Igreja Matriz e pelo Sindicato. Registre-se que neste momento a Prefeitura de São Bernardo, a partir da firme determinação do Prefeito Luiz Marinho, constrói o Museu do Trabalho e do Trabalhador. De fato, a nossa marca está associada à indústria e ao trabalho. Cabe às gestões públicas e à cadeia produtiva do turismo (composta por empresários dos equipamentos receptivos, hotéis, restaurantes, agencias de viagens) construir uma política para o turismo que se “aproveite” desta marca; não “duelar” com ela. 

 

Assim aos turistas deve ser apresentado um conjunto de opções que, a partir do seu desejo de fazer negócios e de conhecer algumas linhas de montagem e as lutas sindicais mais marcantes, faça-os também se interessar pelo entrelaçamento de nossa história com a do Brasil-Colonial (preservada na Calçada do Lorena, de 1792); com a imigração de europeus e asiáticos, que vieram para trabalhar primeiro nas lavouras de café do Estado e, depois, nas primeiras fábricas têxteis, alimentos e móveis; o Pavilhão Vera Cruz, relacionado com a história do cinema brasileiro e de industriais como Ciccilo Matarazzo; o Ginásio Poliesportivo; a Cidade da Criança; o Parque da Juventude; a Chácara Silvestre; a Rota do Frango com Polenta; a Rua Jurubatuba, nossa Rota dos Móveis. Há ainda os encantos de nossa Mata Atlântica e da Represa Billings, que é um dos maiores espelhos d’água do país.  Para fomentar o turismo na área, estamos revitalizando o Parque Estoril e a Prainha.

 

Com alegria antecipo que, em breve, estaremos anunciando publicamente parceria com uma grande empresa operadora do turismo. A intenção é estruturar um roteiro turístico (incluindo o turismo industrial) a ser disponibilizado para as pessoas que queiram conhecer todos os encantos – os mais e os menos conhecidos - desta simbólica, histórica e bela região industrial.

 

Jefferson José da Conceição é o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo e Presidente do Getur- APL de Turismo.

 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

UM NOVO PARQUE ESTORIL


 
 
Por: Jefferson José da Conceição e Soraia Aparecida Dias

 

 
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Revitalização do parque valoriza a qualidade de vida e o meio ambiente
No próximo dia 21, às 10h, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho,entregará à cidade nove obras de arte que passam a fazer parte da já bela paisagem do Parque Estoril. Trata-se da celebração da parceria entre a Prefeitura e a Comgás, que nos cedeu gentilmente as obras. Elas retratam bem o novo parque Estoril que aos poucos vai surgindo, que valoriza a qualidade de vida e o meio ambiente.

Será uma ótima oportunidade para aqueles que não estiveram no parque nos últimos meses verificar a série de intervenções que ocorrem lá. Em realidade, nos últimos três anos, foram muitos os avanços ali. Quando assumimos em 2009, este parque estava literalmente abandonado, do ponto de vista da gestão e de investimentos.

Iniciamos as mudanças ao estabelecer um novo regulamento, estimulando as boas práticas e inibindo comportamentos inadequados como o uso de som excessivamente alto; a utilização de churrasqueiras em qualquer lugar do parque, inclusive na beira da represa.

A primeira obra foi o esgotamento sanitário do parque. Em seguida, construímos um novo teleférico. O que estava lá não funcionava há 15 anos. O antigo teleférico estava totalmente comprometido em sua estrutura e tivemos que por abaixo. Instalamos um sistema de sonorização. Não havia nenhum sistema de som no parque.

Por meio do diálogo, pusemos abaixo os 20 barracos que havia no meio do parque, representados por pontos de comércio irregulares. Foram retirados 250 caminhões de entulho do parque. Neste momento, estamos regularizando a situação dos comerciantes, cuja licitação já está concluída. Em breve, vamos iniciar as obras para os novos pontos de comércio e para uma nova portaria.

Instalamos uma academia de ginástica ao ar livre. Montamos um circuito de arvorismo e tirolesa. Colocamos em funcionamento um trenzinho para circular no parque e uma escuna, para aqueles que desejam conhecer um pouco mais a represa. Organizamos melhor o estacionamento. Iniciamos a construção de um novo restaurante e de novos sanitários.  Estas obras ainda não foram concluídas.
Neste momento, estamos construindo uma pista de bike suspensa, que será uma atração dos jovens de nossa cidade. Simultaneamente, estamos construindo um centro de eventos e uma fazendinha de minianimais. Estão previstos ainda projetos de paisagismo e de ciclovia. Constituímos um site - que ainda está em fase de aperfeiçoamento - para o Parque Estoril.

Destaque também para a recente assinatura de contrato entre a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal, que prevê recursos para a construção de um centro de treinamento olímpico para a canoagem.

Evidentemente, é natural que toda esta intervenção gere algum desconforto momentâneo, em decorrência das obras. Mas elas já estão gerando, e gerarão muito mais, alegrias e perspectivas alvissareiras para o Parque e seus usuários.
*Jefferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo, Soraia Aparecida Dias é diretora de Turismo da secretaria.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O turismo em São Bernardo


 

 

No artigo anterior, expusemos o potencial turístico de São Bernardo, que há anos permanecia inexplorado. Neste, apresentamos a atual política para o turismo conduzida pelo governo Luiz Marinho juntamente com a cadeia produtiva do turismo da cidade.

O ponto de partida desta política foram os diagnósticos sobre a situação do turismo na cidade, elaborados pela FGV e pela Abracef. Eles nos possibilitaram identificar os problemas e elaborar projetos que resultaram em convênios com o Ministério do Turismo, que totalizam mais de R$ 15 milhões. Entre estes, estão a revitalização da Prainha no Riacho Grande e a requalificação do Parque Estoril. Destaque também para a implantação de cerca de 450 placas de sinalização turística na cidade. A Prainha e o Parque Estoril estão em obras e as placas estão sendo implantadas.

 A parceria da Prefeitura com a iniciativa privada também tem sido marca da referida política. Caso paradigmático é o da Cidade da Criança. Apesar da sua enorme atratividade, ela estava fechada desde 2005. Hoje, não só funciona plenamente como agrega novos atrativos como a Cidade da TV – único equipamento aberto ao público que conta a história da TV no País.

Estas parcerias foram impulsionadas ainda mais com a criação do Getur (Grupo de Turismo). O Getur envolve o trade turístico da cidade (hotéis, restaurantes, empresas de eventos, agências de viagens, universidades, entre outros). Ele tem a tarefa de ajudar a tornar realidade as diretrizes da política de turismo.

Entre os resultados do Getur estão: a montagem de estandes da cidade nas principais feiras do setor (tais como o CVC Workshop & Trade Show; o Salão SP de Turismo; o Salão Nacional do Turismo); a realização de convênio entre a Prefeitura, a Faculdade Anchieta e a UniABC, para capacitação de estagiários em turismo; a confecção de materiais de divulgação (folders, postais etc). O grupo organiza neste momento um site e um Guia Turístico, que informarão ao turista os atrativos e os serviços de hospedagem, transporte, alimentação e outros oferecidos na cidade.

A Prefeitura tem buscado melhorar o apoio aos eventos tradicionais como a Festa Nossa Senhora dos Navegantes, a Festa de São Bartolomeu e a Procissão dos Carroceiros. É também crescente o sucesso da Festa “Muitos Povos, uma cidade”, que divulga a cultura das comunidades de imigrantes que compõem São Bernardo.

O ecoturismo, o turismo náutico, o turismo industrial/sindical e o turismo religioso são as próximas metas da política municipal. É rico o campo de possibilidades nestas áreas.

Há ainda o desafio da melhoria da infraestrutura hoteleira. Neste momento, a Prefeitura dialoga com empreendedores a instalação de novos hotéis, bem como a modernização dos já existentes.

Registre-se também nossa perspectiva regional. Participamos ativamente do GT de Turismo do Consórcio Intermunicipal, buscando maximizar complementaridade de ações.

Jefferson José da Conceição e Soraia Aparecida Dias* respectivamente, Secretário e Diretora Interina de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O turismo em São Bernardo


 
 

 

Neste e no próximo artigo, trataremos do turismo em São Bernardo. No primeiro, destacaremos as potencialidades da cidade, suas características e atrativos  turísticos. No seguinte, o foco será a política de turismo do município, cujas diretrizes foram determinadas pelo prefeito Luiz Marinho.

No coração do maior parque industrial da América Latina, São Bernardo tem PIB (Produto Interno Bruto) superior a muitos dos estados do País. Assim, o turismo de negócios é a atividade turística que imediatamente é associada com a cidade. Somos conhecidos como a Capital do Automóvel, da Indústria e do Novo  Sindicalismo. Somos agora também a cidade berço político do ex-presidente Lula, o mais popular da história recente do País.

O município também tem grande importância histórica.

Fundada em 1553, seu território esteve na rota dos tropeiros no período colonial. São símbolos dessa época a Casa de Pedra e a Calçada do Lorena, localizados

na estrada Velha de Santos - ícones do patrimônio histórico e, por isso, tombados em âmbito estadual e municipal. A cidade possui hoje diversos equipamentos turísticos de lazer, esportes, cultura, gastronomia e compras: Cidade da Criança

(primeiro parque temático do Brasil); Cidade da TV (único espaço público que conta a história da televisão no País); estádio Primeiro de Maio; Parque da Juventude Città di Marostica (que abriga diferentes modalidades de esportes radicais, como skate, patins, bike, rapel e escalada); Pavilhão Vera Cruz; Chácara

Silvestre, Pinacoteca municipal, entre outros. São famosas também as suas Rotas do Frango com Polenta, Rota do Peixe e a Rota dos Móveis (Rua Jurubatuba).

O município possui um dos maiores espelhos d’água do país: a represa Billings (maior reservatório artificial da América Latina), que é adequada para esportes

e passeios náuticos. Nela está o Parque Estoril, que une a beleza da flora e da fauna da Mata Atlântica com as águas da represa e possui diversos atrativos como teleférico, pedalinhos, tirolesa, arvorismo, canoagem, passeios de escuna, fazendinha, pista de bike, zoológico e centro de eventos.

Com larga extensão de área da Serra do Mar, São Bernardo também é o lugar ideal para o ecoturismo, por meio de trilhas,  caminhadas, contemplação e

esportes radicais. É este potencial gigantesco do turismo em São Bernardo que

foi deixado de lado nos últimos anos. Equipamentos turísticos fechados ou muito deteriorados; quase inexistência de investimentos públicos e privados; políticas

públicas desarticuladas; ausência de diálogo com a cadeia produtiva que compõe o setor – era esta a marca do turismo na cidade. Resultado: mais “exportávamos” do que atraíamos turistas. Felizmente, como mostraremos no próximo artigo,

esta realidade começa a mudar. E são muitas as boas novas nesta área.

 

*Jefferson José da Conceição e Soraia Aparecida Dias são, respectivamente, secretário e diretora Interina de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho