Pesquisar este blog

terça-feira, 24 de setembro de 2013

CGI, a radiografia do setor industrial de São Bernardo


ABCDMAIOR Nº 631 -  24 e 25 de setembro de 2013

Jefferson José da Conceição

O setor industrial constitui-se na força motriz da economia do ABCD. Somos o maior parque industrial da América Latina. Somente o valor Adicionado da Indústria de São Bernardo foi de R$ 13 bilhões em 2010 (IBGE). O município, que representa 44,5% do total do valor adicionado da Região, possui cerca de 1.600 estabelecimentos industriais, que empregam 105 mil pessoas (RAIS, 2011). Portanto, ter “radiografias”

atualizadas da indústria local é tarefa do poder público e das instituições representativas da indústria. Sem isto, não há como se fazer políticas públicas e privadas eficazes.

Por isto, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, contratou o INPES da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) para a elaboração do CGI (Cadastro Geral da Indústria) do município. O diagnóstico conta com o apoio do Ciesp-São Bernardo e dos sindicatos de trabalhadores, como o dos Metalúrgicos e o dos Químicos do ABC.

Os resultados serão disponibilizados ao público no início de 2014, na forma impressa e eletrônica. Assim, será possível conhecer o que produz cada uma das indústrias;

que insumos utiliza; onde compra; onde vende (logo, será possível mapear a “abecedização” do fornecimento das cadeias produtivas locais); se exporta ou não; número e composição de empregados; principais resíduos do processo industrial;

relação com as universidades, entre outras informações. O objetivo        do CGI é ser instrumento de apoio ao fomento da indústria. Basta notar o quanto de informações úteis ele poderá gerar para a montagem de rodadas de negócios, assim como para os atuais APLs (Arranjos Produtivos Locais), coordenados pela Secretaria: ferramentaria, autopeças, químico, defesa, móveis, gráfico, panificação – apenas para citar os APLs industriais. O CGI não tem objetivo de fiscalização.

Metodologicamente, o CGI se constitui em levantamento de campo a ser realizado em todos os estabelecimentos industriais do município. Os 35 pesquisadores visitarão

in loco mais de 700 quarteirões da cidade. O questionário, aplicado pelos pesquisadores (devidamente identificados com crachás, carta de apresentação), será respondido por gerentes e diretores da empresa.

No Consórcio Intermunicipal e na Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC, vamos sugerir a extensão da pesquisa para toda a região, que já teve iniciativas semelhantes como a PAEP-ABC (anos 1990) e um Cadastro Industrial elaborado por empresa privada em 2001. Uma pena que o Estado de São Paulo, o maior estado industrial do Brasil, não dispõe de um levantamento atualizado dessa natureza.

Outra pesquisa importante estará em breve complementando os indicadores que serão disponibilizados pelo CGI: o inventário de oferta tecnológica do ABCD, atualmente em fase de discussão na Agência e no Consórcio.

 

Jefferson José da Conceição* *Jefferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

ABCD recebe as Demandas do Exercito


2 ABCDMAIOR | 16 e 17 de julho de 2013

Jefferson José da Conceição

Em 24 de julho, na Universidade Metodista a Região receberá o Comando Logístico do Exército. O general Marco A. Farias e outros generais, a convite do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, da Agência de Desenvolvimento Econômico e do Consórcio Intermunicipal, irão expor os projetos dessa força para os próximos anos e as demandas de produtos e serviços deles resultantes. Haverá rodada de relacionamento entre oficiais militares e empresários, com agendamento prévio.

O evento dá continuidade à nossa política para ampliar a participação do setor produtivo do ABCD na rede de suprimento das Forças Armadas, e reproduz o modelo adotado no seminário realizado pelo comando da Marinha em 6 de dezembro de 2012. Na ocasião, mais de 450 empresários compareceram ao evento.

A Região tem grande potencial para se integrar ao esforço nacional pelo reaparelhamento das Forças Armadas. Nossa vocação metal mecânica, expertise empresarial, força de trabalho qualificada e universidades de excelência  são um acervo precioso. Esse acervo nos permite diversificar nosso parque produtivo,sem abrir mão das especialidades já consolidadas, centradas nas áreas automotiva, química e petroquímica. Dessa forma, fortalecemos nossa estrutura econômica  regional e nos habilitamos a tirar proveito dos novos eixos do crescimento econômico brasileiro, como é o caso da indústria de defesa. O Brasil precisa reduzir seu déficit comercial em equipamentos militares como aeronaves, veículos blindados, artilharia, motores, sensores e navios.

A construção de uma base nacional de defesa é um dos eixos estruturantes da  estratégia nacional de defesa. A intenção é fortalecer nossa produção interna de bens e serviços para as Forças Armadas.  Por isto, o governo federal estruturou linhas de financiamento e programas de desoneração fiscal como o Regime Especial Tributário

da Indústria de Defesa. Além da forte demanda do estado brasileiro, as vantagens desse setor incluem a criação de empregos altamente qualificados e a característica dual de muitos produtos de defesa, o que permite fornecer também para as possíveis aplicações civis desses produtos (como foram os casos dos computadores e do GPS).

O ABCD tem hoje um APL (Arranjo Produtivo Local) de Defesa, com a participação de empresas, sindicatos, universidades, instituições financeiras, Sebrae, Senai e outras entidades. Este arranjo, que é coordenado por nós, representa esforço regional para articular os segmentos interessados no adensamento da cadeia produtiva de Defesa na região. Estão em curso diversas iniciativas, como o detalhamento dos componentes de uma embarcação pela Marinha para identificação de potenciais fornecedores locais e o apoio à Catalogação e Homologação de empresas e produtos da região para fornecer às Forças Armadas.

 
* Jefferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de

São Bernardo, coordenador do GT de Desenvolvimento Econômico do Consórcio Intermunicipal e do APL de Defesa do ABCD.

O ABCD recebe o Exército e suas demandas de produtos


 ABCDMAIOR | 16 e 17 de julho de 2013

Jefferson José da Conceição

Em 24 de julho, na Universidade Metodista a Região receberá o Comando Logístico do Exército. O general Marco A. Farias e outros generais, a convite do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, da Agência de Desenvolvimento Econômico e do Consórcio Intermunicipal, irão expor os projetos dessa força para os próximos anos e as demandas de produtos e serviços deles resultantes.Haverá rodada de relacionamento entre oficiais militares e empresários, com agendamento prévio.

O evento dá continuidade à nossa política para ampliar a participação do setor produtivo do ABCD na rede de suprimento das Forças Armadas, e reproduz o modelo adotado no seminário realizado pelo comando da Marinha em 6 de dezembro de 2012. Na ocasião, mais de 450 empresários compareceram ao evento.

A Região tem grande potencial para se integrar ao esforço nacional pelo reaparelhamento das Forças Armadas. Nossa vocação metal mecânica, expertise empresarial, força de trabalho qualificada e universidades de excelência  são um acervo precioso. Esse acervo nos permite diversificar nosso parque produtivo,

sem abrir mão das especialidades já consolidadas, centradas nas áreas automotiva, química e petroquímica. Dessa forma, fortalecemos nossa estrutura econômica  regional e nos habilitamos a tirar proveito dos novos eixos do crescimento econômico

brasileiro, como é o caso da indústria de defesa. O Brasil precisa reduzir seu déficit comercial em equipamentos militares como aeronaves, veículos blindados, artilharia,

motores, sensores e navios.

A construção de uma base nacional de defesa é um dos eixos estruturantes da  estratégia nacional de defesa. A intenção é fortalecer nossa produção interna de bens e serviços para as Forças Armadas.  Por isto, o governo federal estruturou linhas de financiamento e programas de desoneração fiscal como o Regime Especial Tributário

da Indústria de Defesa. Além da forte demanda do estado brasileiro, as vantagens desse setor incluem a criação de empregos altamente qualificados e a característica dual de muitos produtos de defesa, o que permite fornecer também para as possíveis aplicações civis desses produtos (como foram os casos dos computadores e do GPS).

O ABCD tem hoje um APL (Arranjo Produtivo Local) de Defesa, com a participação de empresas, sindicatos, universidades, instituições financeiras, Sebrae, Senai e outras entidades. Este arranjo, que é coordenado por nós, representa esforço regional para articular os segmentos interessados no adensamento da cadeia produtiva de Defesa na região. Estão em curso diversas iniciativas, como o detalhamento dos componentes de uma embarcação pela Marinha para identificação de potenciais fornecedores locais e o apoio à Catalogação e Homologação de empresas e produtos da região para fornecer às Forças Armadas.

 

* Jefferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de

São Bernardo, coordenador do GT de Desenvolvimento Econômico do Consórcio Intermunicipal e do APL de Defesa do ABCD.
 
#industriadedefesa#baseindustrialdedefesa

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Video "A Indústria de Defesa e a Região do ABC", elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de SBCampo, em 3/6/2013


Video "A Indústria de Defesa e a Região do ABC", elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de SBCampo, em 3/6/2013

Secretário Municipal da Pasta no período: Jefferson José da Conceição

Para acessar o vídeo, clique no link  abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=dmXLB-TcnpQ

Video "A Indústria de Defesa e a Região do ABC", elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de SBCampo, em 3/6/2013


Video "A Indústria de Defesa e a Região do ABC", elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de SBCampo, em 3/6/2013

Secretário Municipal da Pasta no período: Jefferson José da Conceição

Para acessar o vídeo, clique no link  abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=dmXLB-TcnpQ

A Indústria de Defesa e a Região do ABC

Video "A Indústria de Defesa e a Região do ABC", elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo e publicado em 3/6/2013.

Secretário Municipal da Pasta no período: Jefferson José da Conceição

Para acessar o vídeo, clique no link abaixo


https://www.youtube.com/watch?v=dmXLB-TcnpQ

sábado, 1 de junho de 2013

A guerra não acabou



Jornal ABCDMAIOR | 1 a 3 de junho de 2013 – Edição nº 582

Jefferson José da Conceição
 

No início deste ano, o governo da presidenta Dilma enviou ao Congresso projeto que visava a acabar ou a reduzir a guerra fiscal. O projeto tinha uma estrutura  coerente e representava um equilíbrio possível entre os distintos interesses dos Estados. Mas as mudanças feitas no Senado descaracterizaram o projeto. Diante disso, tudo leva a crer que o governo não deverá aprovar o texto do Senado. A guerra fiscal deverá continuar, com prejuízos para a nação.

 

O Projeto de Resolução n. 1 de 2013, do governo federal, estabelecia a redução e a unificação gradual das alíquotas do ICMS interestadual até o ano de 2025 (dos atuais 12% e 7%, para 4% - exceto a Zona Franca de Manaus, que permaneceria com 12%). O projeto diminuía o espaço de utilização do ICMS para atrair empresas. Ele se completava ainda com outras três medidas do governo: a que fixaria auxílios financeiros aos Estados e Municípios que tivessem perdas com a medida; a que constituiria o Fundo de Desenvolvimento Regional-FDR (R$ 222 bilhões até 2033); e a que repassaria R$ 74 bilhões a projetos de investimentos dos Estados. No total, seriam R$ 296 bilhões de recursos destinados ao desenvolvimento regional. Os auxílios financeiros e os repasses do FDR estariam vedados a Estados que continuassem a dar incentivos fiscais à revelia do Conselho Nacional Fazendário - Confaz.

 

Ao invés de unificar, o texto final do Senado ampliou as alíquotas tributárias entre as regiões. Fixa uma redução anual gradativa da alíquota do ICMS (Imposto sobre  circulação de Mercadorias e Serviços) interestadual, até alcançar 7% para os produtos do Norte, Nordeste e Centro-Oeste enviados ao Sudeste e Sul; e 4% para os produtos do Sudeste e Sul enviados para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No caso dos produtos da Zona Franca de Manaus, enviadas para o restante do País, a alíquota é de 12%. A mesma alíquota vale para outras oito áreas especiais de comércio da Região Norte e Nordeste.

 

Alguns apressados poderiam alegar que a guerra fiscal gera investimentos nas regiões atrasadas. Mas é importante atentar que a guerra fiscal não permite a fixação de metas de empregos, adensamento da cadeia produtiva e desenvolvimento tecnológico. Portanto, ela costuma gerar valor adicionado bem menos do que o que costuma propagar. Por outro lado, seguramente ela destrói as regiões industriais tradicionais, como é o caso do ABCD. Além do visível deslocamento dos investimentos, em virtude de fatores alheios à competitividade real, a guerra viabiliza também - e nisto é preciso atenção - elevados volumes de componentes, itens e serviços importados. Nas últimas duas décadas, justamente o período da guerra fiscal, a participação das importações industriais no total do PIB (Produto Interno Bruto) industrial passou de um patamar irrisório para quase 21% em 2011.

 

A guerra fiscal desestrutura cadeias produtivas inteiras, com impactos negativos no  emprego e na perda de know how tecnológico. Este movimento negativo pode ser visto em vários setores,  como eletroeletrônica, máquinas e equipamentos, farmacêuticos, calçados, automotivo, móveis, entre outros.

 

Por tudo isto, é preciso que um dia o País consiga definitivamente pôr fim a esta guerra.

 

*Jefferson José da Conceiçao é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo.