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terça-feira, 30 de abril de 2013

Pelo Inovar-Peças no Inovar-Auto Já


2 ABCDMAIOR | 30 de abril e 1 de maio de 2013

Jefferson José da Conceição
 

Em 24 de abril ocorreu em São Bernardo o seminário “Inovar-Auto: desafios e  oportunidades para a Região”. Trabalhadores, empresários, poder público e instituições de ensino e pesquisa debateram o novo regime automotivo brasileiro, o ‘Inovar-Auto’. Na ocasião, deu-se a entrega, aos representantes do governo federal, de carta elaborada no âmbito do APL (Arranjo Produtivo Local) de Autopeças do ABCD, ora em formação e de cuja coordenação participamos.

Na carta, reconhecemos que o Inovar-Auto é um avanço. Pela primeira são exigidas contrapartidas em inovação tecnológica aos incentivos tributários. É possível avançar no Inovar-Auto, caso atenção especial seja dada à base da pirâmide da cadeia automotiva, composta por segmentos como fundição, usinagem, ferramentaria, pequenas peças, máquinas etc. Apesar do crescimento da produção automotiva nacional, esta base vem se desestruturando e perdendo participação no fornecimento à produção de veículos. O déficit comercial no setor de autopeças, em 2012, atingiu US$ 5,7 bilhões.

 Estão na raiz das preocupações a gradativa redução da participação dos mencionados itens nos projetos de veículos; a perda da competitividade do setor nacional de autopeças e seus fornecedores, bem como a diminuição de sua capacidade de modernização; a falta de eficácia dos atuais programas de inovação e de qualificação profissional; além da dificuldade do efetivo acesso ao crédito, sobretudo as empresas de pequeno e médio porte.

 A carta defende o Inovar-Peças no Inovar-Auto. São apresentadas21 propostas. Entre elas: 1) garantir a efetivação dos índices de nacionalização de peças e componentes;

2) apoiar a estruturação de APLs regionais para setores ligados à cadeia automotiva; 3) promover, por meio de incentivos tributários e de crédito, parcerias nacionais e internacionais no setor de autopeças; 4) desonerar os bens de produção produzidos no Brasil para as empresas de autopeças e montadoras; 5) implantar plano de  renegociação de dívidas para micro, pequenas e médias empresas para resolver o problema da emissão de CND; 6) construir linhas de crédito para a base da pirâmide, por meio do BNDES e de intermediários que assumam o risco do financiamento, tendo como garantia os pedidos das montadoras e sistemistas; 7) regulamentar o gasto obrigatório das montadoras em inovação, engenharia e desenvolvimento de  fornecedores, para que parte desses recursos sejam gastos “fora” das montadoras; 8) obrigatoriedade de que as montadoras despendam localmente os gastos exigidos pelo

Inovar-Auto em centros de engenharia independentes, universidades, parques tecnológicos e projetos de qualificação profissional para a modernização da base da pirâmide nas regiões em que estão instaladas as montadoras; 9) alterar a esoneração da folha do setor de autopeças, permitindo que a mesma atinja a totalidade da empresa, de para viabilizar estratégias de diversificação da produção.

O próximo passo é aprofundar com o governo as propostas da carta, tornando-as realidade.

*Jefferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo.

#industriaautomobilistica#politicaautomotiva

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Acordo histórico no setor moveleiro


 
 
 
 
 

 

 
Iniciativa é passo importante no esforço da revitalização da cadeia produtiva

O recente acordo que reduziu os preços dos móveis para os moradores dos conjuntos habitacionais, promovido pela Prefeitura de São Bernardo, com a assinatura do prefeito Luiz Marinho e de representantes da cadeia produtiva moveleira (indústria, lojistas e sindicatos de trabalhadores), é de fato histórico. Representa passo importante no esforço da revitalização da cadeia produtiva que, nas últimas décadas, esteve sob o risco do desaparecimento em nossa Região.
Guerra fiscal, falta de atualização de produtos, inadequação de processos produtivos e ausência de políticas públicas e privadas de apoio resultaram no deslocamento de inúmeras empresas do ABCD para outros municípios e estados. Em São Bernardo, entre 1998 e 2008, o número de estabelecimentos foi reduzido em 35%. No mesmo período, o número de empregados com carteira caiu de 2.342 para 1.790.
A realização e o sucesso de duas edições da Feira de Móveis na rua Jurubatuba em 2011, na parceria que envolveu a Prefeitura e os lojistas, foi o primeiro passo em uma sequencia de ações planejadas pelo Grupo de Trabalho (GT) do setor moveleiro de São Bernardo. O Senai e o Sebrae também fazem parte do GT.
O acordo, que tem validade por 12 meses, estabelece o seguinte.
a) Para os moradores dos conjuntos habitacionais construídos pela Prefeitura será concedido desconto de no mínimo 25% sobre o preço à vista de qualquer móvel que esteja sendo vendido nas lojas integrantes do acordo, e de no mínimo 15% sobre o preço a prazo.
b) Compromisso da cadeia moveleira (indústria e lojistas) de que, nas próximas inaugurações de apartamentos nos conjuntos habitacionais, a indústria local apresentará protótipo de apartamento decorado apenas com móveis produzidos pela indústria local. A intenção é demonstrar que os móveis produzidos em São Bernardo e Região estão aptos a mobiliar, com preços reduzidos e boa qualidade, não apenas as unidades habitacionais, mas os lares em geral.
c) No âmbito do GT, desenvolver políticas em torno de temas estratégicos para o incremento do investimento, modernização e competitividade do setor, tais como a requalificação da rua Jurubatuba; a melhoria dos níveis de escolarização e capacitação profissional dos trabalhadores do setor, bem como a melhoria das relações de trabalho no interior das empresas;  a participação dos representantes da cadeia moveleira na Associação Parque Tecnológico de São Bernardo, ora em constituição, e que possibilitará a montagem de empresas de design de móveis.
Há ainda outros pontos que merecem atenção. São os casos do apoio à formalização, capacitação e modernização do grande número de marceneiros independentes que temos no ABCD, e da formulação e execução de uma política de reciclagem de madeira.
Por tudo isto é que temos certeza que, com estas e outras ações planejadas para o setor moveleiro, a palavra “crise” está pouco a pouco dando lugar à outra que é a da “retomada” da produção, das vendas e do emprego.
*Jefferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Mais do que um carro, um futuro


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28/03/2013 - ARTIGO
 
 
 
Por: Jeferson José da Conceição

 

 

New Fiesta é a certeza na manutenção da Ford em São Bernardo
Jeferson José da Conceição*
O anunciado investimento da Ford na planta de São Bernardo reveste-se de importância para o ABCD e o Brasil. Mais do que um veículo novo (o New Fiesta), o que está em jogo é a inclusão desta fábrica na estratégia global da empresa. Há agora um horizonte. Os investimentos serão superiores a R$ 1,2 bilhão (R$ 800 milhões na produção de automóveis; R$ 450 milhões em caminhões). Serão centenas de novos postos de trabalho até 2014.

Os investimentos ganham maior relevância ainda, sabendo-se dos riscos que a fábrica correu ao longo da década de 1990 e início dos anos 2000. Aquele momento de desestruturação industrial foi marcado por tensões. Lembremo-nos da greve dos “golas vermelhas” na Ford em 1990, com a paralisação de 900 trabalhadores da ferramentaria e manutenção ou do protesto “FHC não rima com ABC”, na visita do então presidente da República à fábrica em 1997.

O amadurecimento das relações entre a Ford, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Representação Interna dos Empregados foi fundamental para o enfrentamento daqueles tempos difíceis. Exemplo desse avanço ocorreu ao final de 1998, início de 1999. Na véspera do Natal, a empresa demitiu, por carta, 2,8 mil trabalhadores (41% do total). O sindicato e a representação interna orientaram os trabalhadores (demitidos ou não) a vestir o uniforme e entrar na fábrica para trabalhar. A empresa reconheceu o simbolismo deste ato, suspendeu as demissões e aceitou um acordo de lay off (suspensão dos contratos, mas sem a rescisão). Os empregados ficariam 19 meses realizando cursos, recebendo, porém, salário integral.

Empresa e lideranças sindicais têm inovado nas relações de trabalho. Foi assim em 1995, quando ocorreu o acordo para redução da jornada sem redução de salários, de 44h para 42h (e hoje 40 horas) semanais em média, em troca da flexibilização da jornada e do banco de horas.
A maturidade fez com que, ao longo de 2011, empresa, sindicato e representação interna negociassem as condições para viabilizar os investimentos do New Fiesta. Foram criados mecanismos aceitáveis pelos quais o custo unitário da produção do veículo pudesse, até o final de 2015, aproximar-se do custo mexicano (a planta de São Bernardo disputou com a planta do México os investimentos). O sindicato e a representação interna são corresponsáveis pela vinda deste investimento.

A partir do governo Lula, e agora com a presidente Dilma, o ambiente de amadurecimento passou a ser facilitado e potencializado. A indústria foi valorizada como fonte geradora de produção, empregos e tecnologia. Prova disso são as imensas possibilidades abertas pelo novo Regime Automotivo Brasileiro, o “Inovar Auto”. A Região, liderada pelo prefeito Marinho (um dos artífices dos históricos acordos na Ford), está atenta a este novo quadro. Os APLs de ferramentaria e de autopeças atestam isto.
Parabéns a todos os que contribuíram para que a Região se tornasse um celeiro de acordos inovadores, como este realizado na Ford em São Bernardo.
Jeferson José da Conceição é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo

 

terça-feira, 19 de março de 2013

Cooperação como instrumento de política industrial


ABCDMAIOR | 19 e 20 de março de 2013

Jefferson José da Conceição*

O APL (Arranjo Produtivo Local) de Ferramentaria do ABCD, criado  em 2011, aos poucos se constitui como um “case” de sucesso de política industrial regional. Empresas, apoiadas pelo poder público, perceberam que, sem abdicar da concorrência, podem e devem utilizar da cooperação como instrumento em seu próprio benefício.

O que move as empresas a buscar a cooperação é a crise, gerada pelos novos competidores, especialmente a China; a redução das encomendas das montadoras. Nos últimos cinco anos, o País apresentou déficit na balança comercial de ferramentais de US$ 1,2 bilhão. Este quadro levou com que alguns empresários do segmento, as prefeituras da Região (com destaque para São Bernardo e Diadema), o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a Abifa, a Abinfer e a Abimag a buscar soluções conjuntas.

Os objetivos que o APL fixou para si são: a) fortalecer o associativismo e a cooperação entre as empresas; b) diálogo com as montadoras, para incluir as ferramentarias nacionais nos futuros projetos de veículos; c) prospectar novos mercados, especialmente nas promissoras áreas de petróleo e gás e da indústria de defesa; d) dialogar com as instituições financeiras, para viabilizar o crédito para o segmento; e) incluir a engenharia de ferramentais em projetos de inovação tecnológica.

Entre as ações em curso e as realizações já alcançadas pelo APL de Ferramentaria estão: 1) A participação do APL no grupo de trabalho do governo federal que trata do Regime Automotivo; 2) A inclusão dos moldes e ferramentais entre os itens beneficiados pelo Inovar-Auto (novo regime automotivo); 3) O início das conversações com as montadoras, para incrementar as encomendas no Brasil; 4) A reunião, em janeiro, do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, acompanhado da Coordenação do APL, com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando  Pimentel, na qual foram debatidas as políticas de financiamento, regime automotivo, manutenção de alíquotas da Tarifa Comum do Mercosul para itens sensíveis; 5) Diálogo com o BNDES, para um programa de financiamento ao setor – o “Pro-ferramentaria”; 6) O início de uma programação de visitas de universidades à empresas, e, no sentido inverso, de empresas à universidades, cuja finalidade é buscar sinergia em projetos de P&D; 7) A abertura de discussões no APL sobre a formação de um Birô de Engenharia, que envolve um diálogo com universidades como UFABC, FEI e Instituto Mauá, bem como com o Senai e o Sebrae; 8) a busca de diálogo com parceiros internacionais, como o instituto HIDA, do Japão, para joint ventures e parcerias com empresas daquele país; 9) A participação do APL na fundação da Associação Parque Tecnológico de São Bernardo; 10) O avanço na discussão do Estatuto do APL; 11) A constituição do site www.aplferramentaria.com.br.

O modelo de sucesso do APL de ferramentaria pode, com adaptações, servir para outros setores, como autopeças, químico, gráfico e defesa, que também estão constituindo com o nosso apoio seus APLs.

 
*Jefferson José da Conceição é o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São
ernardo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Turismo na região industrial


 
Jefferson José da Conceição

 
Com a industrialização, o ABC passou a ser identificado, no Brasil e no mundo, como a região da indústria, do trabalho e do sindicalismo. Esta identidade foi e é positiva para nossas cidades, e pode apontar caminhos para o turismo. Diferente do que pensam alguns, não há um antagonismo radical entre o fato de sermos uma região industrial e querermos promover o turismo. Por si, já seria muito interessante mostrar fábricas, chaminés e sindicatos (turismo industrial), mas podemos ir além. A densa trajetória industrial também nos proporcionou um rico legado em equipamentos públicos e privados, pontos históricos, gastronomia, festas, hábitos e costumes.

 

Se fizéssemos pesquisa em várias partes do país e perguntássemos que motivos levariam as pessoas a programar uma viagem para a região do ABC, é provável que muitas delas indicassem a necessidade da realização de negócios na região. Aqui está o maior parque industrial da América Latina. Mas elas também diriam que seria legal conhecer “in loco” as atrações de uma cidade industrial: ver em funcionamento uma fábrica; passear pela história do movimento sindical - e que passa, por exemplo, pelo Estádio 1º de Maio, pela Igreja Matriz e pelo Sindicato. Registre-se que neste momento a Prefeitura de São Bernardo, a partir da firme determinação do Prefeito Luiz Marinho, constrói o Museu do Trabalho e do Trabalhador. De fato, a nossa marca está associada à indústria e ao trabalho. Cabe às gestões públicas e à cadeia produtiva do turismo (composta por empresários dos equipamentos receptivos, hotéis, restaurantes, agencias de viagens) construir uma política para o turismo que se “aproveite” desta marca; não “duelar” com ela. 

 

Assim aos turistas deve ser apresentado um conjunto de opções que, a partir do seu desejo de fazer negócios e de conhecer algumas linhas de montagem e as lutas sindicais mais marcantes, faça-os também se interessar pelo entrelaçamento de nossa história com a do Brasil-Colonial (preservada na Calçada do Lorena, de 1792); com a imigração de europeus e asiáticos, que vieram para trabalhar primeiro nas lavouras de café do Estado e, depois, nas primeiras fábricas têxteis, alimentos e móveis; o Pavilhão Vera Cruz, relacionado com a história do cinema brasileiro e de industriais como Ciccilo Matarazzo; o Ginásio Poliesportivo; a Cidade da Criança; o Parque da Juventude; a Chácara Silvestre; a Rota do Frango com Polenta; a Rua Jurubatuba, nossa Rota dos Móveis. Há ainda os encantos de nossa Mata Atlântica e da Represa Billings, que é um dos maiores espelhos d’água do país.  Para fomentar o turismo na área, estamos revitalizando o Parque Estoril e a Prainha.

 

Com alegria antecipo que, em breve, estaremos anunciando publicamente parceria com uma grande empresa operadora do turismo. A intenção é estruturar um roteiro turístico (incluindo o turismo industrial) a ser disponibilizado para as pessoas que queiram conhecer todos os encantos – os mais e os menos conhecidos - desta simbólica, histórica e bela região industrial.

 

Jefferson José da Conceição é o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo e Presidente do Getur- APL de Turismo.

 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Parque Tecnológico de São Bernardo do Campo


31/01/2013 - INVESTIMENTO
 
 
 
Por: Jefferson José da Conceição e Marco Aurélio Cezarino Braga*
 
 
Lançamento do projeto é momento histórico para o ABCD
No dia 19 de dezembro de 2012 fundou-se  a Associação Parque Tecnológico de São Bernardo. É um momento histórico para o ABCD. A industrialização significou para a Região a atração de investimentos, empresas, produção e emprego, bem como de gestores públicos de expressão, de conceituadas instituições de ensino e pesquisa e de representativos sindicatos de trabalhadores. Porém, raramente esses atores trabalharam em projetos coordenados de desenvolvimento tecnológico. É nesse sentido que se insere a criação do parque tecnológico, com a função de articular, coordenar e catalisar atividades inovativas na Região.
O momento é igualmente histórico porque, com o início de suas atividades, o Parque Tecnológico passa a se constituir em fator positivo de competitividade nas decisões de investimentos das empresas e impulsiona novos empreendimentos e aportes em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I).
Sob a orientação do prefeito Luiz Marinho, ao longo de quase dois anos de trabalhos foram visitados alguns dos mais importantes parques tecnológicos existentes (Advanced Manufacturing Research Centres – Rolls Royce/Reino Unido, BHtec, Parque Tecnológico de São José dos Campos, Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, Porto Digital, entre outros), objetivando reunir conhecimento acerca dos diferentes modelos de organização. Estas experiências, adequadas à realidade do ABCD, serviram de inspiração para a iniciativa do município – sendo pioneira na incorporação dos trabalhadores no conselho de administração da entidade.
A Associação Civil de fins não econômicos tem por objetivo a promoção de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica e o suporte a atividades empresariais intensivas em conhecimento, especificamente nos setores de defesa, petróleo e gás, design e automotivo.
Com a assessoria da FGV Projetos, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, articulou a inserção de importantes atores do município e Região na iniciativa. Além da Prefeitura, participaram da Assembleia de fundação da Associação o Cesp São Bernardo; o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco Brasileiro (CISB); o Senai Almirante Tamandaré; a Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo; a Fatec-SBC; a FEI; o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; o Sindicato dos Químicos do ABC; o SIintracom; a UFABC; e a Umesp. Além disso, três outros atores já solicitaram sua filiação: a Acisbec, a Agência de Desenvolvimento Econômico e o APL de Ferramentaria.
O modelo de governança da Associação conta com cinco órgãos: Assembleia Geral, Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Conselho Técnico-Científico e Diretoria Executiva, com alto grau de coordenação e comunicação interna. A Assembleia de fundação aprovou o estatuto e elegeu os membros de seus órgãos. 
Este momento marca o início de um período fértil e muito dinâmico para a inovação tecnológica na Região. Em breve, nossas atenções e esforços estarão voltados à consolidação da localização definitiva do Parque, bem como a elaboração e execução dos projetos básico e executivo da obra. Assim, com o início de suas atividades e focos bem definidos, o primeiro Parque Tecnológico do ABCD coloca definitivamente o município e a região no mapa nacional e internacional da inovação tecnológica.
 
* Jefferson José da Conceição
é secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo
 
* Marco Aurélio Cezarino Braga
é advogado e Consultor da FGV Projetos

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O APL de Ferramentaria e suas primeiras conquistas


Jornal ABC Maior – EDIÇÃO Nº 526 – 22 de janeiro de 2013

 
Jefferson José da Conceição

 
Em 8 de janeiro deste ano, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, reuniu-se com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, para tratar do setor de Ferramentaria no Brasil. Marinho - que esteve acompanhado deste que vos escreve e de três representantes do Arranjo Produtivo Local (APL) de Ferramentaria do ABCD - destacou a importância de nosso APL, que reúne prefeituras, empresários e sindicatos da região. Em nome do APL, o prefeito entregou ao ministro documento contendo diagnóstico e propostas para o setor no Brasil. O documento também prevê o compromisso com a manutenção e geração de empregos. Por fim, enfatizou que as ações do APL podem servir de modelo para outros segmentos.

O setor de ferramentaria abrange 1.852 estabelecimentos no Brasil (sendo 110 no ABCD) e representa 55.560 empregos (dos quais 3.300 na Região). Sua cadeia produtiva representa 8.533 estabelecimentos e gera 166.860 empregos. Com o novo Regime Automotivo INOVAR AUTO), que concede incentivos à produção nacional, a demanda de ferramentais deverá duplicar e o nível de emprego terá forte expansão.  Apesar dessas perspectivas positivas para a demanda, o setor passa por dificuldades, o que compromete seu presente e futuro. Um dos motivos é a grande importação de ferramentais. Nos últimos cinco anos, o déficit na balança comercial totalizou US$ 1,2 bilhão (R$ 2,4 bilhões).

Neste quadro, grande parte das empresas do setor tem dificuldade em obter certidões negativas de débito (CND) para ter acesso aos financiamentos necessários para modernização, inovação e aumento de capacidade. 

O ministro mostrou-se bastante receptivo às propostas apresentadas pelo APL. Afirmou que o Programa INOVAR AUTO visou fortalecer também a indústria de ferramentaria e que o Brasil pode tornar-se um forte competidor internacional neste segmento. Reconheceu que a inclusão da ferramentaria entre os setores beneficiados do Regime é fruto das ações do APL do ABCD. O ministro considerou excelente a proposta de constituição de um Grupo de Trabalho de companhamento para o Setor de Ferramentaria no Brasil. Concordou também em dialogar com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para constituir o “Pró-ferramentaria”, linha de crédito específica para atender as necessidades do setor, bem como para estruturar modalidades de financiamento, por meio de agente financeiro, que ajudem a resolver as pendências documentais citadas.

Em relação às propostas na área tecnológica, Pimentel recomendou que a proposta de desenvolver a nova tecnologia de material e ferramental de hot-form se enquadre no edital da Finep, de incentivo ao desenvolvimento de novos materiais. Uma boa notícia também foi a aceitação pelo ministro da proposta de manutenção dentro da lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC) as NCM’s 8207.3000; 8480.4100 e 8480.7100, relativas ao Setor de Ferramentaria. Isto significa maior proteção contra a concorrência internacional.

O ministro sugeriu que o APL do ABCD constitua-se formalmente como pessoa jurídica, para a obtenção de recursos de apoio por parte do Ministério. E disse que pretende estimular a difusão desta experiência em outras regiões do País.